Após fim das bets, MS diz que buscará apostadores para oferecer tratamento
O Ministério da Saúde (MS) pretende aumentar os esforços para identificar apostadores compulsivos, a fim de ampliar o acompanhamento e os tratamentos nos casos em que houver necessidade. A intenção foi confirmada durante uma coletiva nesta sexta-feira (25/9), na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou uma medida provisória (MP) para proibir apostas on-line no Brasil – popularmente chamadas de bets.Apesar da declaração do MS, ainda não há detalhes sobre de que forma será realizado o fluxo de atendimentos nem quando ele será feito. Leia também BrasilBets começam a restringir cadastros após governo proibir apostas São PauloLula sobre bets: “Quem quiser ganhar dinheiro arrume um jeito honesto” BrasilGoverno vai chamar clubes para medir impacto do fim das bets no futebol SaúdeFim das bets: medida do governo cita apostas como demanda de saúde pública Por outro lado, o ministro da pasta, Alexandre Padilha, disse que indivíduos que tiveram dificuldades com as mudanças nas regras das apostas e familiares de apostadores podem utilizar a rede do programa Meu SUS Digital e de teleatendimentos a fim de obter atendimento em saúde mental.“Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor”, afirmou o ministro.Padilha também afirmou que, desde dezembro do ano passado, dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e da Segurança Pública, além da Receita Federal, são utilizados para políticas de busca ativa por apostadores com comportamento de jogo problemático.Fim das bets no BrasilCom a ação de Lula, a MP já está em vigor e, momentaneamente, as plataformas de apostas on-line estão proibidas de funcionar em território nacional. Por outro lado, o Congresso Nacional terá que aprovar ou rejeitar a medida em até 120 dias. Caso não seja votada, a determinação perderá a validade.