Apple, Mozilla e Google bloqueiam certificados vulneráveis em seus navegadores
A Apple bloqueou recentemente oito certificados vulneráveis que eram utilizados pelo Safari para determinar se uma página da web era legítima ou não — recurso que existe para proteger usuários de cópias baratas de sites feitas para golpes.
De acordo com informações do BleepingComputer, essas chaves privadas foram revogadas pela autoridade certificadora indiana eMudhra após pesquisadores descobrirem que eram tão fracas que qualquer pessoa poderia utilizá-las para forjar um certificado de uma página legítima.
Além do Safari, navegadores populares como o Mozilla Firefox e o Google Chrome também se baseavam nesses certificados para proteger usuários. Em um relatório, inclusive, a Mozilla explicou que todos os oito certificados utilizavam chaves privadas P-384 (geradas em abril de 2025), as quais tinham valores menores que 256 — o que permitia a qualquer pessoa recuperá-las testando apenas 256 possibilidades.
Descoberta primeiro por um pesquisador identificado apenas como Wayne em 17 de outubro, a vulnerabilidade foi demonstrada no GitHub por outro pesquisador chamado Flüpke, o qual mostrou que uma chave privada para o certificado “EM OV TLS CA – G3C” da eMudhra contava com um valor de apenas 4.
Em uma resposta à Mozilla, desenvolvedora do Firefox, a eMudhra disse que identificou um erro em um script usado para gerar certificados que fazia com que um segundo conjunto de chaves mais fracas fosse gerado — as quais eram, então, selecionadas erroneamente como as chaves definitivas por terem rótulos parecidos com os das chaves corretas.
A autoridade também colocou panos quentes na situação ao afirmar que a maioria dos certificados nunca foi usada em produção e que não encontrou evidências de que o problema tenha afetado usuários finais.
Além do Safari, o Firefox e o Chrome também já revogaram esses certificados.
Macs ainda podem estar vulneráveis
Ainda de acordo com o BleepingComputer, Dennis Jackson, engenheiro de criptografia da Mozilla, alertou que o utilitário embutido /usr/bin/curl do macOS poderá continuar confiando nesses certificados vulneráveis, pois o seu bundle de certificados não verifica se os certificados foram revogados.
Isso quer dizer que, caso o Mac já tenha aceitado algum desses certificados, ele continuará confiando nele até que haja uma correção — algo que só poderá ser corrigido em uma futura atualização de segurança.