Indecisos sobre voto para presidente dobram em uma semana, aponta Quaest

21 de Out de 2026 - 14:10
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Indecisos sobre voto para presidente dobram em uma semana, aponta Quaest

A pesquisa Quaest para presidente da República divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que o número de eleitores indecisos no cenário espontâneo dobrou no intervalo de apenas uma semana. De 7%, saltou para 14% e, ao mesmo tempo, tirou intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) a quatro dias para o segundo turno das eleições 2026.

No levantamento anterior, divulgado em 14 de outubro, Flávio tinha 43% e agora caiu para 40% das intenções de voto. Por sua vez, o petista oscilou para baixo, de 42% para 40%. Eles estão empatados numericamente.

Cenário espontâneo da intenção de voto para presidente

O contingente maior de eleitores indecisos está entre as mulheres. Nesse grupo, Lula perdeu quatro pontos percentuais e Flávio caiu cinco pontos percentuais, fazendo com que as indecisas saíssem de 8% para 17%, um aumento de nove pontos percentuais. Entre os homens, também houve aumento de indecisos, mas de apenas três pontos percentuais.

Lula perde espaço entre independentes e Flávio recua na direita

A maior variação na pesquisa Quaest para presidente é observada nos grupos de identificação política, especialmente entre os que se consideram independentes. Há uma semana, os indecisos desse público somavam 13%. Agora são 31%. Nesse grupo, Lula perdeu dez pontos percentuais e Flávio recuou cinco pontos percentuais.

Mas se Lula perdeu espaço entre os independentes, o candidato do PL viu uma queda entre eleitores que se definem como direita não bolsonarista. Em uma semana, ele perdeu sete pontos percentuais: 89% para 82%. Os indecisos nesse público somam 9%.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o aumento dos indecisos é uma “sinalização clara de descontentamento com as opções e com a campanha negativa que vem sendo apresentada.”

O período entre as pesquisas coincide com o debate da Band, realizado no último domingo (18), e que ficou marcado pela troca de acusações entre os candidatos e pela falta de discussões sobre propostas nas principais áreas de preocupação do eleitor, como segurança, saúde e educação.

Metodologias das pesquisas citadas