As 'melhores cidades' do mundo em 2026 — e por que elas se destacam
- Author, Lindsey Galloway
- Role, BBC Travel
- Published Há 6 minutos
- Tempo de leitura: 6 min
O que leva uma a se destacar no cenário mundial? E o que faz dela um ótimo lugar para se visitar?
A resposta vai muito além da sua influência econômica e da bela arquitetura, segundo o da consultoria Oxford Economics.
O índice avalia 1 mil cidades em cinco quesitos: governança, economia, capital humano, e qualidade de vida.
Nova York, Londres e Paris lideram a lista deste ano, com cidades como Seattle e Dublin entre as 10 melhores colocadas.
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As 10 melhores cidades do mundo em 2026, segundo o Índice Global de Cidades da Oxford Economics
- Nova York, Estados Unidos
- Londres, Reino Unido
- Paris, França
- Seattle, Estados Unidos
- São Francisco, Estados Unidos
- Dublin, Irlanda
- Boston, Estados Unidos
- San José, Estados Unidos
- Tóquio, Japão
- Zurique, Suíça
Veja as cidades e regiões metropolitanas brasileiras incluídas entre as 1 mil pesquisadas pela Oxford Economics no final desta reportagem.
Observando as cidades líderes e outras que se destacaram na pesquisa, existem quatro qualidades que se sobressaem. Elas ajudam a explicar por que algumas cidades permanecem tão atraentes, seja para morar ou para visitar.
1. Elas atraem pessoas de todas as partes
As cidades mais bem avaliadas do mundo costumam ter altos índices de capital humano, que registram os conhecimentos, o grau de educação e a diversidade das suas populações.
Este fluxo de talentos e ideias pode remodelar os bairros, a comida e a cultura, de forma a beneficiar os moradores locais e os turistas.
Boston, nos Estados Unidos, ocupa a sétima posição do índice. A cidade foi particularmente bem avaliada em capital humano, graças à sua extraordinária concentração de faculdades e universidades importantes.
Com sua "economia do conhecimento", Boston concentra uma das rendas mais altas do mundo. E grande parte desta riqueza retorna na forma de espaços públicos.
Estes espaços incluem o , uma antiga via expressa elevada agora coberta por jardins, fontes e arte popular, e instituições como os , que são abertos ao público.
Dublin, na Irlanda, aparece em sexto lugar.
A cidade se beneficia da sua força de trabalho altamente qualificada, graças a instituições como o Trinity College Dublin. Por isso, ela atrai empresas internacionais importantes, como a Google, Meta, Microsoft e Accenture, também contribuindo para a renovação das antigas docas e espaços públicos em volta do rio Liffey.
Londres vai ainda além. A capital britânica ocupa o primeiro lugar no índice de capital humano, atraindo profissionais de todo o mundo. Seus moradores nascidos no exterior compõem cerca de 40% da população da cidade.
Esta diversidade ajudou a transformar seu cenário alimentar, antes criticado. Os visitantes podem comprovar estas mudanças em toda parte, desde até o .
2. Elas investem em cultura
Mas o poderio econômico, sozinho, não torna uma cidade atraente.
Paris, em terceiro lugar na classificação geral, é muito bem avaliada em termos de qualidade de vida, graças, em parte, à sua longa expectativa de vida e ao excepcional acesso à cultura.
A capital francesa tem cerca de 130 museus. Destes, 11 museus municipais oferecem às suas coleções permanentes desde 2001, independentemente da nacionalidade ou do país de residência dos visitantes. E muitos outros também oferecem pelo menos uma vez por mês.
Seattle, em quarto lugar no índice, também se beneficia da sua alta avaliação de qualidade de vida.
O relatório destaca as ricas instalações de arte da cidade, como o Museu de Arte local, e a história do seu movimento musical grunge, que deu origem a bandas de rock como Nirvana e Pearl Jam.
A cidade inaugurou recentemente seu , de oito hectares, que substituiu uma rodovia demolida por um calçadão. Ele inclui novos píeres comunitários e ciclovias, ao longo da vista do estuário de Puget Sound.
3. Elas tornam a vida urbana mais fácil e limpa
Uma cidade pode ser emocionante e culturalmente rica, mas a má qualidade do ar e a dificuldade de transporte podem prejudicar rapidamente a experiência dos visitantes.
Apesar da sua enorme escala, Londres apresenta bons resultados em termos ambientais, o que é incomum para uma cidade do seu tamanho.
A Oxford Economics indica políticas como o e a como fatores que ajudam a reduzir o trânsito e a poluição. Os visitantes conseguem sentir as mudanças nas ruas centrais da cidade, que são menos dominadas pelos carros.
São Francisco, nos Estados Unidos, também apresenta alta avaliação na categoria ambiental.
O Índice Global de Cidades menciona sua rede de transporte como uma das razões que levam os moradores e visitantes a dependerem menos dos carros, mantendo baixo nível de emissões e alta qualidade do ar.
Dublin também apresenta bons resultados, graças aos seus níveis de poluição comparativamente baixos e ambiciosas iniciativas climáticas. Elas incluem atingir a neutralidade climática até 2030.
4. Elas lideram as mudanças
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Algumas das cidades com maior crescimento do índice são impulsionadas pela tecnologia.
San José, nos Estados Unidos, aparece em oitavo lugar. Ela tem o PIB per capita mais alto da pesquisa, graças a empresas como a Alphabet (Google), Apple e Nvidia, instaladas no Vale do Silício.
Na vizinha São Francisco, onde ficam a Meta, Uber e Salesforce, fazem parte do transporte diário. Eles oferecem aos visitantes uma ideia de como poderá ser a mobilidade urbana em outras partes do mundo no futuro.
Tallinn, a capital da Estônia, também se fez presente na lista de Cidades a Serem Observadas do Índice Global. O motivo foi o ímpeto atual da sua indústria de tecnologia e seu alto índice de adoção de (IA), em comparação com outras capitais europeias.
Seus projetos de alta tecnologia incluem a , destinada a conectar as viagens ferroviárias pelos países bálticos até 2030.
Ela está sendo totalmente construída como uma ferrovia "nativa digital", utilizando energia 100% renovável e sistemas de comunicação 5G, em vez de luzes sinalizadoras físicas.
As cidades e regiões metropolitanas brasileiras incluídas no Índice Global de Cidades 2026 da Oxford Economics
659. Vitória e Vila Velha (ES)
Leia a (em inglês) no site .