'Descobri pelas redes sociais que ele estava morto': o duplo castigo aos condenados na Arábia Saudita, um dos países que mais aplicam a pena de morte

27 de Set de 2026 - 15:50
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'Descobri pelas redes sociais que ele estava morto': o duplo castigo aos condenados na Arábia Saudita, um dos países que mais aplicam a pena de morte
    • Author, Hana Zeratsyon
    • Role, Da BBC News na Etiópia
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    • Author, Swaminathan Natarajan
    • Role, Do Serviço Mundial da BBC
  • Published Há 25 minutos
  • Tempo de leitura: 8 min

"Fazemos todas essas cerimônias para ajudar nossa família a encontrar alívio e aceitar que ele morreu. Mas eu não encontrarei consolo."

São as palavras de Kinfe Aregawi, um pai que chora a morte de seu filho, Kibrom.

"Isso significará uma vida inteira de pesar e dor para mim", lamenta.

Kibrom Kinfe Aregawi foi um dos cinco etíopes executados em junho deste ano por contrabandear maconha para a , um dos países que mais executam pessoas no mundo, atrás apenas da e do .

Um enterro religioso formal é um elemento essencial da de muitos ortodoxos etíopes: o corpo é envolto em uma mortalha cerimonial e colocado em um caixão de madeira.

Isso não pôde acontecer durante as cerimônias dedicadas ao jovem de 25 anos, já que seus restos mortais não foram repatriados.

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Famílias sem respostas

A Arábia Saudita executou 116 pessoas até 27 de julho, segundo a Human Rights Watch (HRW).

"A recusa em devolver um corpo não é uma mera questão administrativa. Ela estende a punição à família da pessoa executada", afirma Duaa Dhainy, pesquisadora sênior da Organização Saudita Europeia para os Direitos Humanos (ESOHR) e consultora de casos da Reprieve MENA (Oriente Médio e Norte da África), uma organização beneficente que defende pessoas vítimas de graves violações dos direitos humanos.