Em visita a BH, Ministro Padilha comenta sobre proibição das bets
Belo Horizonte – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu neste sábado (26/9), durante agenda em Belo Horizonte, a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as bets em todo o país. Para o ministro, a medida coloca a saúde da população acima dos interesses financeiros ligados ao setor. “É uma decisão movida pela defesa da vida. A vida tem que vir em primeiro lugar, antes de qualquer questão financeira. Nós mostramos ao presidente Lula dados, e ele pôde conhecer pessoas, que mostram que as bets são um mal no país e que estão fazendo com que as pessoas não só perdessem dinheiro, que já é muito grave, mas também perdessem o controle da sua própria vida”, afirmou Padilha.Ele acompanhou, pela manhã, a vistoria de 127 veículos de saúde que vão reforçar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. À tarde, a agenda prevê uma visita técnica ao Hospital Maternidade de Nova Serrana, na Região Centro-Oeste de Minas. Leia também Minas GeraisAdeus, Betim? Proibição das bets rende trocadilhos entre mineiros São PauloTarcísio classifica MP das Bets de Lula como “oportunismo eleitoral” CelebridadesLuana Piovani comemora proibição das bets: “Orgulhosa” Segundo Padilha, mais de 1 milhão de brasileiros já recorreram à plataforma de autoexclusão, que permite bloquear o próprio CPF para impedir novas apostas. Ele também afirmou que mais de 100 mil pessoas acessaram o teleatendimento e o autoteste voltados a quem enfrenta problemas com jogos.O ministro destacou ainda dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o risco de suicídio. “Uma pessoa que tem vício por jogos tem 15 vezes maior risco de cometer o suicídio”, afirmou.Padilha também citou os impactos das apostas sobre as famílias, como endividamento, conflitos e violência dentro de casa.Ao defender a proibição, Padilha afirmou que Lula comparou bem as bets a um câncer. “O presidente Lula expressou bem: quando viu que é um câncer, o câncer tem que ser extirpado como um todo. Você não pode ter meio tratamento para o câncer. Então, decidiu extirpar esse câncer que está endividando as famílias, matando pessoas, aumentando a necessidade de tratamento no SUS”, afirmou.