Famílias são retiradas de casa após inundação de rio em Lajeado, no RS
Após o Rio Taquari ultrapassar a cota de inundação e atingir mais de 20 metros na manhã desta terça-feira (29), a Defesa Civil de Lajeado decidiu adotar medidas preventivas de retirada de moradores de áreas de risco. No momento, o foco está na remoção e no acolhimento de famílias que vivem em regiões que podem ser atingidas.
O nível normal do Rio Taquari, em Lajeado, é de cerca de 13 metros. A partir de 19 metros, a Defesa Civil já considera como a cota de inundação.
De acordo com a Secretaria do Desenvolvimento Social municipal, mais de 30 famílias e 70 pessoas já foram acolhidas no Parque do Imigrante, no bairro Alto do Parque.
Nove vias foram isoladas por causa da cheia: Avenida Décio Martins Costa e as ruas João Pessoa, Francisco Oscar Karnal, Rodolfo Hexsel, Cap. Leopoldo Heineck, Carlos Spohr Filho, Julio May, Arnoldo Uhry e Santos Filho.
O Rio Grande do Sul enfrenta uma sequência de dias chuvosos nas últimas semanas, com registro de tempestades, queda de granizo e vendaval em diferentes partes do estado. Pelo menos oito rios estão sob alerta de risco de inundação, de acordo com a Defesa Civil estadual.
Ciclone e frente fria
Um novo ciclone extratropical acompanhado de uma frente deve trazer mais instabilidade nesta terça para o Sul do país. O fenômeno se forma entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.
As tempestades no Sul do Brasil se formam principalmente porque o Rio Grande do Sul está recebendo bastante umidade e calor por conta de uma corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia. Esse fenômeno está direcionado também para o Paraguai e para a Argentina.
Alerta para chuva forte
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta laranja de “perigo” para chuva forte, para esta terça-feira (29), na região Sul.
A previsão aponta para ventos intensos de até 100 km/h, precipitação volumosa entre 50 e 100 mm/dia e queda de granizo. Segundo o instituto, há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.
As regiões Centro Ocidental, Centro Oriental, Sudoeste, Sudeste, Noroeste e Nordeste Rio-grandense estão em perigo.
Algumas áreas em São Paulo e de Mato Grosso do Sul também podem ser afetadas pelo ciclone. No estado paulista, Presidente Prudente, Itapetininga e Assis estão em alerta.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo