Fitch vê aperto da política fiscal no Brasil independentemente de resultado eleitoral

21 de Out de 2026 - 10:00
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Fitch vê aperto da política fiscal no Brasil independentemente de resultado eleitoral

21 Out (Reuters) – A agência ⁠Fitch Ratings, de classificação ⁠de risco de crédito, disse nesta quarta-feira ‌esperar uma política fiscal mais rígida no Brasil no próximo ano, independentemente de ‌quem vencer a disputa presidencial neste mês, ressaltando que o aperto das contas públicas e o juro elevado pesarão sobre a atividade econômica.

O presidente Luiz Inácio Lula ⁠da ‌Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ⁠disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo domingo.

Em relatório, a Fitch justificou a expectativa de um aperto nas contas públicas citando o fato de ​o déficit orçamentário do país já estar acima de 8% do PIB e ​de a relação dívida/PIB superar 80%.

A agência espera que o Produto Interno Bruto do país cresça 1,9% este ano e 1,4% em 2027, e estima ‌que a Selic, atualmente em ​13,75%, chegue ao final do próximo ano em 11,75%.

‘A taxa de juros poderia cair mais rapidamente em ⁠caso de ​um ajuste ​fiscal significativo, o que também poderia pressionar para baixo ⁠os juros de prazo ​mais longo’, disse a Fitch, ressaltando que o Banco Central ainda deverá manter os juros ​reais elevados em meio a expectativas de inflação elevadas e à persistência ​da inflação ⁠de serviços.

‘Isso manterá elevado o comprometimento do setor privado ⁠com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.’

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