México pede que população fique em casa devido ao furacão Simon

11 de Out de 2026 - 21:50
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México pede que população fique em casa devido ao furacão Simon

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu aos moradores da costa do Pacífico do país que permaneçam em casa neste domingo (11), enquanto o poderoso furacão Simon se aproxima da costa centro-oeste do México.

O fenômeno natural ameaça levar ventos destrutivos, marés de tempestade perigosas e inundações potencialmente fatais.

A tempestade de Categoria 4 estava localizada a cerca de 105 km a oeste-noroeste da cidade portuária de Manzanillo, no estado de Colima, com ventos máximos sustentados de 230 km/h, informou o NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, na sigla em inglês) pela manhã.

O furacão deslocava-se para norte-noroeste a 11 km/h, com seu centro a cerca de 140 km de Cabo Corrientes, no estado vizinho de Jalisco.

“Com a aproximação do impacto do furacão Simon, de Categoria 4, pedimos aos moradores dos municípios costeiros de Jalisco, Colima, Nayarit e Michoacán que permaneçam abrigados até que as autoridades declarem oficialmente que o perigo passou”, disse Sheinbaum em uma publicação na rede social X.

Ela afirmou que as desocupações preventivas para áreas mais seguras continuavam e pediu aos moradores que evitassem sair às ruas e seguissem as instruções da Defesa Civil.

O NHC informou que a previsão era de que Simon passasse muito perto da costa centro-oeste do México mais tarde no domingo e permanecesse próximo à costa na segunda-feira, embora houvesse incerteza na previsão sobre se o centro da tempestade avançaria para o continente ou permaneceria próximo à costa, sem tocá-la.

O olho do furacão permanece sobre o mar, mas sua trajetória segue próxima à costa de Jalisco.

Mesmo sem tocar o solo diretamente, eram esperadas marés de tempestade perigosas, ondas grandes e destrutivas e ventos danosos em partes da costa centro-oeste do México, alertou o órgão de meteorologia.

População do México se prepara para o furacão

Em Manzanillo, o maior porto do México e a principal porta de entrada para o comércio com a Ásia, os moradores pareciam bastante tranquilos no sábado (10), apesar da aproximação da tempestade, com poucos sinais de compras por impulso ou pânico nos supermercados.

Algumas lojas haviam começado a proteger suas vitrines com tábuas, enquanto estabelecimentos comerciais fechavam as portas e as ruas permaneciam relativamente vazias.

Equipes da Defesa Civil fecharam praias, instalaram barreiras e hastearam bandeiras de alerta vermelhas e pretas, orientando os moradores a se manterem afastados da orla.

Durante a noite e ao longo do domingo, à medida que o Simon se deslocava ligeiramente para oeste em relação à sua trajetória original, o sistema continuou a provocar chuvas e ventos que causaram inundações em Manzanillo.

Tropas militares e a Guarda Nacional foram mobilizadas por toda a cidade.

No final da manhã de domingo, alguns moradores percorreram as ruas praticamente desertas para observar o mar agitado.

No bairro Alameda, uma área ao sul cercada por água, os moradores caminhavam com dificuldade por áreas alagadas com água na altura das canelas, enquanto militares mexicanos, ao lado das famílias, retiravam a água de dentro das casas com baldes e a despejavam na rua.

Por volta do meio-dia, as chuvas haviam cessado e os moradores começaram a retirar a água que havia invadido suas casas nas primeiras horas da manhã, segundo relatos.

“As camas, as geladeiras, os fogões, todos os móveis ficaram molhados. A casa inteira foi inundada”, disse Cecilia Palomar à Reuters, do lado de fora de sua residência.

“Minha mãe não quer sair. Nós a levamos para o quarto do meu irmão, em uma parte mais alta. Ela é idosa, mas não quer ir embora. Não quer ficar longe de casa”, adicionou.

A Coordenação Nacional de Proteção Civil do México colocou 28 municípios de Jalisco e Colima em seu nível máximo de alerta para ciclones, enquanto outros 93 municípios estavam sob nível de alerta elevado, segundo boletins da Defesa Civil.

O aeroporto internacional de Puerto Vallarta foi fechado temporariamente, e as autoridades suspenderam atividades não essenciais e abriram abrigos de emergência em comunidades costeiras ameaçadas.

O NHC alertou que as fortes chuvas previstas até segunda-feira poderiam provocar inundações e deslizamentos de terra com risco de morte, especialmente em áreas montanhosas.

Simon intensificou-se rapidamente, tornando-se um furacão de categoria 4 no sábado, o que levou as autoridades a mobilizar militares, equipes de emergência e grupos de proteção civil para comunidades costeiras vulneráveis.

A tempestade ocorre uma semana depois de o furacão Polo atingir a Península da Baixa Califórnia, no México, como um furacão de categoria 2, derrubando árvores e postes de serviços públicos e causando inundações nas ruas.

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