Papa Leão XIV é diagnosticado com câncer de pulmão após cirurgia
Por EWTN News Staff
Por Catholic News Agency
14/10/2026 às 15:07
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Após uma cirurgia realizada na terça-feira, na qual o lobo inferior do pulmão direito foi removido, o Papa Leão XIV foi diagnosticado com câncer de pulmão. O Dr. Luis Ráez, um proeminente oncologista, explicou em entrevista à EWTN News o que é o adenocarcinoma pulmonar e quais fatores determinarão os próximos passos médicos do Santo Padre.
Ráez, que não está tratando o papa, atua como diretor médico e chefe do Programa de Oncologia Torácica do Memorial Cancer Institute, na Flórida.
O Vaticano informou que o papa teve "o lobo inferior do pulmão direito removido usando uma técnica assistida por vídeo. O exame histológico intraoperatório confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, conforme suspeitado pelos exames pré-operatórios."
Ráez explicou que o adenocarcinoma "é o tumor mais comum no pulmão" e observou que "em geral, os cânceres de pulmão são mais agressivos do que os de próstata ou mama."
No entanto, ele esclareceu que a gravidade não é definida apenas pelo tipo de câncer, mas que "o prognóstico depende do estágio, ou seja, do tamanho do tumor e de quão longe ele se espalhou."
"O Santo Padre permaneceu na sala de cirurgia por aproximadamente 3 horas; a duração da cirurgia foi de aproximadamente 90 minutos. A cirurgia foi um sucesso e não houve complicações", acrescentou a Santa Sé.
O papa disse durante a oração do Angelus no domingo, 11 de outubro, que um nódulo em seu pulmão foi detectado "em um estágio muito inicial" e estava "bem localizado". Ráez especulou que a decisão de operar poderia confirmar que o câncer não está em estágio avançado.
"Presumimos que seja esse o caso porque o submeteram à cirurgia. Se fosse metastático, por exemplo, estágio três ou estágio quatro, que são avançados, muito provavelmente não teriam operado. Uma operação geralmente implica estágio um ou estágio dois", disse ele.
Questionado sobre o que determinará se a remoção de parte do pulmão é suficiente ou se será necessário tratamento adicional, Ráez destacou a importância do tamanho do tumor e da ausência de metástases.
"Se o tumor for maior que quatro centímetros, a cirurgia não será suficiente e a quimioterapia será necessária. Se o tumor for menor que quatro centímetros, a cirurgia é suficiente e nada mais é feito. O paciente então passa para uma fase de observação com consultas a cada seis meses", explicou.
Quanto às chances de cura, Ráez observou que, em condições ideais e com um tumor menor que quatro centímetros, os números são favoráveis: "A chance de cura para câncer de pulmão em estágio inicial é de 80 a 90%; não é total porque o câncer pode voltar."
Em relação à recuperação física do Papa Leão XIV, que tem 71 anos, Ráez expressou um prognóstico favorável a curto prazo. "Como ele é um homem saudável, o mais provável é que ele fique bem" em algumas semanas, afirmou.
Ele acrescentou que essa cirurgia geralmente requer uma internação hospitalar de dois ou três dias nos Estados Unidos e considerou que, no caso do pontífice, mais dias de hospitalização podem ter sido planejados como precaução.
Quanto ao acompanhamento médico após a alta, o especialista enfatizou que o protocolo não termina quando se deixa o hospital. "Pelos próximos cinco anos, tomografias computadorizadas de controle devem ser feitas a cada seis meses, até que se tenha certeza de que o câncer não voltou e de que ele foi curado", disse Ráez, que tem mais de duas décadas de experiência em hematologia e oncologia médica.
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