Produtos roubados durante protestos violentos na França são colocados à venda na internet
O governo da França e plataformas de venda de mercadorias usadas estão reagindo a tentativas de vender na internet produtos roubados em saques durante os protestos violentos no país europeu.
Segundo informações da emissora CNN, a plataforma de artigos de segunda mão Vinted informou que removeu anúncios de produtos franceses provenientes de saques e intensificou o monitoramento de anúncios considerados suspeitos.
A Vinted informou que suas equipes tomaram “medidas imediatas para identificar e remover anúncios vinculados aos saques”.
“A venda de produtos roubados, ou a solicitação deles, é estritamente proibida na Vinted; temos tolerância zero com esse tipo de prática”, declarou a empresa, que acrescentou que está colaborando com as autoridades francesas para “detectar e combater riscos emergentes e comportamentos maliciosos” e que contas que violarem as regras da plataforma poderão ser banidas permanentemente.
Nesta terça-feira (20), Serge Papin, ministro das Pequenas e Médias Empresas, Comércio, Artesanato, Turismo e Poder de Compra da gestão Emmanuel Macron, disse que o governo da França obteve junto a plataformas online um compromisso para que “identifiquem e removam anúncios de produtos roubados durante os saques do último fim de semana”.
O ministro afirmou que tais empresas se comprometeram a cooperar com as autoridades para identificar receptadores e repassar as denúncias aos investigadores; intensificar o monitoramento e a moderação para detectar anúncios de produtos provenientes dos saques, incluindo pedidos de compra; informar os consumidores sobre os riscos e as sanções a que estão sujeitos em caso de receptação; e enviar periodicamente um balanço quantitativo dessas ações.
O primeiro relatório sobre o cumprimento dessas medidas deve ser apresentado nesta quarta-feira (21). “Todo receptador deve saber que será rastreado, localizado e processado”, escreveu Papin no X.
Protestos contra o aumento do custo de vida e pedindo mais investimentos na educação tiveram início na França em setembro e descambaram para a violência, com saques, invasões, depredações e incêndios de prédios públicos e privados, confrontos com a polícia e cerca de 2,4 mil pessoas presas no fim de semana.