Rua Maria Antônia é interdita após briga entre apoiadores de Lula e Flávio

8 de Out de 2026 - 20:50
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Rua Maria Antônia é interdita após briga entre apoiadores de Lula e Flávio

São Paulo — A Polícia Militar (PM) interdita a rua Maria Antônia, na região região central de São Paulo, nesta quinta-feira (8/10) após bate-boca entre apoiadores dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O caso aconteceu na altura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, após a reitoria vetar manifestações políticas no campus.Em vídeos do perfil “Mack com Lula”, é possível ver dezenas de alunos reunidos com a presença da União Nacional dos Estudantes (UNE). A manifestação pró-Lula seguiu saiu da Maria Antônia, em caminhada, até a Praça Roosevelt.No local, acontece o ato “Vamos Virar o Jogo” com a participação de políticos de esquerda, como Guilherme Boulos, Erika Hilton, Sônia Guajajara, Professora Luciene Cavalcante, Natália Boulos, Sofia Favero, Carlos Giannazi, Ediane Maria, Débora Lima, Celso Giannazi e JR Freitas. Leia também São PauloMackenzie proíbe atos políticos após alunos convocarem assembleia pró-Lula BrasilEstudantes ocupam ruas do Centro do Rio em ato por reeleição de Lula Mirelle PinheiroEstudante de medicina alega distração ao atropelar e matar idoso de 85 anos De acordo com o perfil “Mackenzistas com Flávio”, a orientação da direita é que não importunasse o ato lulista. “Não haverá nenhum ato ato hoje na Maria Antônia. Recomendaremos aos nossos apoiadores que não criem um ambiente de hostilidade.”Reitoria do Mackenzie proíbe manifestações políticas na instituiçãoA Universidade Presbiteriana Mackenzie proibiu a realização de atos políticos dentro da instituição em um comunicado divulgado na última terça-feira (6/10). A decisão aconteceu após alunos do coletivo “Mack com Lula” convocarem uma assembleia no campus de Higienópolis, no centro de São Paulo.No comunicado aos alunos, a reitoria do Mackenzie afirma ter tomado conhecimento por meio das redes sociais de “distintos eventos político-partidários dentro das instalações do nosso campus”. A instituição afirma que essas manifestações foram convocadas sem seu conhecimento prévio ou autorização.3 imagensFechar modal.1 de 3Comunicado enviado pela reitoria do Mackenzie nessa terça (6/10) sobre a proibição das manifestações políticas Divulgação/Universidade Presbiteriana Mackenzie 2 de 3Grupo Caça aos Comunistas, que convoca ato para a noite dessa quinta (8/10)Divulgação/Instagram3 de 3Universidade Presbiteriana Mackenzie Divulgação/Universidade Presbiteriana MackenzieA proibição, segundo a universidade, “pretende zelar pela segurança e bem-estar de todos” após receberem preocupações manifestadas por membros da comunidade acadêmica. O documento é assinado pelo reitor, Marco Tullio de Castro Vasconcelos.O comunicado acontece logo após distintas manifestações políticas de alunos da instituição: na terça (6/10), o coletivo estudantil “Mack com Lula” convocou uma assembleia do comitê no Bosque da Fau, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da universidade, localizada no campus do Higienopólis, para discussão de um calendário de ações “dentro e fura dos muros da institução para disputar cada voto”, diante do resultado do primeiro turno das eleições no último domingo (4/10).No mesmo dia, um grupo de WhatsApp intitulado “Caça aos Comunistas” iniciou uma articulação contrária às ações do coletivo, que reúne cerca de 20 pessoas. Na descrição, os integrantes convocam a participação no ato marcado para a noite dessa quinta-feira (8/10) encabeçada pelo “Mack com Lula”.“A gente vai colar no mesmo horário para não deixar o espaço só para eles e fazer o nosso contraponto contra o governo e o comunismo”, como consta na descrição do grupo.O ato em questão acontece próximo a universidade, mas fora de suas dependências, na Rua Maria Antônia, na Consolação. Nas redes sociais, o coletivo estudantil pró-Lula convoca os estudantes “em defesa do nosso futuro e da nossa democracia”. Leia também São PauloMackenzie proíbe atos políticos após alunos convocarem assembleia pró-Lula BrasilEstudantes ocupam ruas do Centro do Rio em ato por reeleição de Lula Mirelle PinheiroEstudante de medicina alega distração ao atropelar e matar idoso de 85 anos A rua escolhida foi onde, em outubro de 1968, alunos do Mackenzie apoiados pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC), grupo de extrema-direita que atuava na ditadura militar brasileira, entraram em confronto com estudantes da Universidade de São Paulo (USP), terminando com um morto e diversos feridos.Em nota ao Metrópoles, Matheus das Neves, estudante de Direito e diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do Diretório Central dos Estudantes Rubens Paiva, o DCE do Mackenzie, afirmou que a decisão da universidade causou profunda estranheza e indignação.“Em desagravo às ameaças feitas contra nossa mobilização promovidas por um pequeno grupo de estudantes que se denominam CCC – Comando de Caça dos Comunistas, que não representam essa Universidade, convocamos uma manifestação na histórica Rua Maria Antônia, para reafirmar a verdadeira vocação democrática e combativa dos mackenzistas, inspirados no legado dos egressos Rubens e Eunice Paiva, e manifestar nosso apoio irrestrito à reeleição do presidente Lula”, disse.Mackenzistas na USPNa manhã desta quinta-feira (8/10), um grupo de estudantes esteve na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP colando cartazes pelo local em apoio ao candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e imagens de Jesus Cristo.Um dos presentes é Benjamin Pontes, estudante de direito na Universidade Mackenzie, que conta com mais de 970 mil seguidores no Instagram. Em seus storys, ele afirmou que é um “absurdo o DCE do Mackenzie apoiar a porcaria do protesto do Mack Lula hoje”.