Sem prisões, caso de vigilante morto pela PCDF por engano completa 2 meses

20 de Out de 2026 - 03:10
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Sem prisões, caso de vigilante morto pela PCDF por engano completa 2 meses

A família de William Cesar Pinto Junior, vigilante da Residência Oficial do Senado Federal assassinado por engano enquanto saía de casa para trabalhar, no Gama (DF), durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ainda busca por justiça. Nessa segunda-feira (19/10), o caso completou dois meses sem identificação e indiciamento dos agentes envolvidos, apesar da ampla comoção gerada à época.4 imagensFechar modal.1 de 4William era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na residência oficial da presidência do Senado FederalMaterial cedido ao Metrópoles2 de 4William tinha saído de casa para trabalhar quando foi seguido por um carro descaracterizado da PCDF, segundo uma parenteMaterial cedido ao Metrópoles3 de 4A corporação lamentou a morte. "O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal"Material cedido ao Metrópoles4 de 4Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam WilliamMaterial cedido ao MetrópolesWilliam morreu em 19 de agosto, aos 48 anos, quando um policial civil do DF atirou contra ele por supostamente confundi-lo com um investigado. Em conversa com o Metrópoles, a sobrinha, que pede para não ser identificada por temer represálias, contou que os familiares permanecem em luto e sem sossego pelo o que aconteceu com o vigilante.“A dor não diminuiu, e o sentimento de injustiça só aumenta”, lamenta a mulher. “Em vários casos como esse temos posicionamento da Secretaria de Segurança Pública, mas, até agora, ninguém se pronunciou”, conta.William deixou dois filhos, sendo uma criança de 11 anos e um adolescente de 16. Segundo a sobrinha do rapaz, os herdeiros choram a falta do vigilante diariamente. Nas redes sociais, a caçula do vigilante prestou uma homenagem ao pai, nessa segunda-feira. Na publicação, a menina expressa a saudade que sente e reflete: “A gente sabe que nada é para sempre, mas nunca está preparado para ver quem ama partir”.A sobrinha de William ainda lembra, com dor, que o aniversário de 49 anos do tio seria celebrado na próxima semana, em 28 de outubro. “Ele era um homem reservado, mas gostava de celebrar a vida com os filhos, sobrinhos, adorava tomar champanhe”, descreve a jovem.Sem respostas, ela diz que o sentimento atual é “agonizante”. Ela acredita que, se o assassino de William não fosse um agente da polícia, já teria sido preso. “É uma agonia muito grande. A pessoa que efetuou o disparo já estaria, no mínimo, presa”. Leia também Distrito FederalTJDFT determina preservação de provas em caso de vigilante morto pela PCDF Distrito FederalTJDFT analisa pedido de preservação de provas em caso de vigilante morto Distrito FederalVigilante lavava carro momentos antes de ser morto em operação da PCDF Distrito FederalVídeos mostram agentes da PCDF xingando vigilante morto em abordagem A reportagem entrou em contato com a PCDF para solicitar atualizações do caso. Em resposta, a corporação afirmou que “a investigação segue sob apuração da Corregedoria-Geral” da instituição.Mais sobre o casoWilliam Cesar Pinto Junior morreu em 19 de agosto, após ser baleado durante uma operação da PCDF;William lavava o carro na porta de casa, na Quadra 8 do Setor Oeste do Gama (DF), antes de sair para o trabalho, por volta de 5h50, quando foi abordado e baleado;A vítima era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na residência oficial da Presidência do Senado Federal;A PCDF não detalhou o que levou ao disparo e, até o momento, segue investigando o caso internamente.Em imagens obtidas pelo Metrópoles, é possível ver o homem terminando de higienizar o veículo e fechando o portão de casa, quando uma viatura descaracterizada da PCDF para em frente à residência.Veja:Logo depois que a viatura descaracterizada para em frente à casa de William, é possível escutar um homem gritando: “Polícia, polícia”. Temendo um assalto ou outro tipo de ação criminosa, William, teria dado partida com o carro. Os policiais, então, o perseguiram, e um deles atirou contra o veículo do vigilante, atingindo o pulmão e perfurando uma artéria da vítima. Leia também Distrito FederalTJDFT determina preservação de provas em caso de vigilante morto pela PCDF Distrito FederalTJDFT analisa pedido de preservação de provas em caso de vigilante morto Distrito FederalVigilante lavava carro momentos antes de ser morto em operação da PCDF Distrito FederalVídeos mostram agentes da PCDF xingando vigilante morto em abordagem William chegou a percorrer cerca de 400 metros após ser baleado. Ele parou o carro a poucas quadras de casa, em uma esquina. Nesse momento, a vítima foi interceptada pelos agentes, que mandaram ele descer do carro.Um morador da região conseguiu registrar imagens de William caído no chão. No vídeo, os policiais também aparecem mexendo no carro da vítima e possível escutar um deles falando: “Filho da puta. Você fugiu de que, caraca? Solta essa porra”.Em determinado momento, um dos agentes é flagrado movendo o automóvel do vigilante e o estacionando em outra rua.