Sete erros do Lula 3 que poderão custar o fim da trajetória do presidente

14 de Out de 2026 - 17:40
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Sete erros do Lula 3 que poderão custar o fim da trajetória do presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao Palácio do Planalto por uma margem muito estreita na eleição de 2022, sustentado por uma frente que reuniu adversários de Jair Bolsonaro (PL) de variados espectros. Mas o terceiro mandato do presidente ignorou apoios e compromissos, dificultando a sua reeleição.

A distância entre as expectativas criadas e as entregas parece explicar o desgaste de Lula e a frustração dos seus aliados com a perda de favoritismo no segundo turno do pleito atual. Juros elevados, endividamento de famílias e quebradeira de empresas mostram caos fiscal e alimentam desconfiança.

Transferir responsabilidade à área econômica, à primeira-dama ou, diz Lula, à “promiscuidade” do Supremo Tribunal Federal (STF) apenas poupa quem toma as decisões. O presidente escolheu ministros, alianças e rumos que hoje custam caro ao PT e reduzem possibilidades de renovação na esquerda.

Mesmo uma eventual reeleição não encerraria a crise do ocaso petista: um Congresso hostil limitará a agenda, ampliará conflitos institucionais e a crise econômica à vista pode até levar a um impeachment do presidente reeleito. Veja o resumo dos sete erros que devem encerrar o ciclo lulista.

Prometeu pacificação, mas manteve o país em campanha permanente 

Lula prometeu governar para todos, mas . Ao tratar a política como divisão entre amigos e inimigos da democracia, dificultou a aproximação com eleitores contrários à direita, mas que também não aceitam dar um cheque em branco ao PT.

Subestimou fracassos de Dilma e limites da expansão de gastos 

A questão não é defender programas sociais, mas os confundir com o aumento permanente das despesas. , o governo enfraqueceu a confiança e deu margem à associação de caos fiscal a juros altos, perda de poder de compra e incerteza econômica.

Usou discurso de defesa das instituições para fazer parceria de poder com o STF 

A aliança com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para governar e punir rivais impediu Lula de se vender como defensor de regras válidas para todos. Ao evitar críticas a excessos do STF que atingem adversários, Lula fortaleceu a perseguição da direita e também sofreu com o desgaste de decisões judiciais polêmicas.

Deu protagonismo a Janja sem estabelecer contorno claro de atuação 

A presença política da primeira-dama Rosângela “Janja” Lula da Silva turvou o diálogo entre o governo e a sociedade. Sua ostentação e as suas intervenções controversas viraram fardo para o presidente. A indefinição sobre o papel institucional, a militância e a influência nas decisões só produziu mais desgastes.

Deixou afinidades ideológicas com ditadores conduzirem a política externa

Diversificar parceiros comerciais é uma necessidade do país. Mas tornar a diversificação sinal de alinhamento ideológico cria custos evitáveis. e endossou a crítica da oposição sobre rigor com rivais e complacência com aliados.

Subestimou a disputa digital e deixou adversários enquadrarem o debate 

O erro de Lula não foi só estar pouco nas redes, mas confiar que realizações e pronunciamentos oficiais se converteriam, por si, em apoio. Quando a resposta chega depois que a interpretação se consolidou, o governo passa a explicar intenções dentro de um debate com termos já definidos pelos adversários.

Pediu reconhecimento pelo passado sem dar perspectiva real de futuro 

A nostalgia dos primeiros mandatos de Lula pode até mobilizar a base da esquerda, mas não responde automaticamente às inquietações atuais. O eleitor compara o legado celebrado com sua própria vida. Ao insistir no que já fez, Lula corre o risco de não responder à pergunta sobre a razão de um novo mandato para ele.

Jornalista de política e economia com foco na cobertura do Congresso Nacional. Passou pelos jornais Diário do Comércio (MG), Gazeta Mercantil, Estado de Minas, Brasil Econômico, Correio Braziliense e A Tarde (BA). **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.

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