Tarcísio se diz a favor do fim das bets, mas diz que medida de Lula é eleitoreira

27 de Set de 2026 - 12:00
 0  0
Tarcísio se diz a favor do fim das bets, mas diz que medida de Lula é eleitoreira

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se posicionou favoravelmente ao fim das apostas online, as chamadas bets, no Brasil. Apesar disso, classificou a medida provisória (MP) do governo Lula que extingue o setor como "oportunismo eleitoral".

As declarações foram feitas durante evento sobre moradia no Itaim Paulista, em São Paulo. No discurso, o governador ainda reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República e a aliados ao Senado.

"Eu sou absolutamente contra bet, contra o jogo, acho que isso está massacrando o brasileiro", disse Tarcísio, segundo registro do jornal O Globo.

"É claro que é oportunismo eleitoral. O que deixa chateado é o seguinte: o senso de urgência só foi desenvolvido agora. Agora eles perceberam que isso é um problema, faltando nove dias, uma semana para a eleição. Quer dizer, ao longo de 4 anos, eles não perceberam", completou.

No evento, Tarcísio estava acompanhado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e do candidato ao senado, André do Prado (PL).

A decisão de extinguir as bets do Brasil foi anunciada por Lula na sexta (25), nove dias antes do primeiro turno das eleições, em meio a outras iniciativas que visam ampliar seu apoio eleitoral.

Além das apostas esportivas, a medida atinge os cassinos on-line, que incluem jogos como o chamado “Jogo do Tigrinho".

Com a publicação da MP, desde já não é mais autorizado colocar dinheiro nos sites.

As plataformas ficarão disponíveis para que os apostadores retirem seu saldo até o dia 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno das eleições. No dia seguinte, os provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) deverão bloquear os sites e aplicativos.

Caso os usuários ainda mantenham valores em conta mesmo após o bloqueio, a devolução será feita entre 9 e 14 de outubro pelos bancos que operam com as plataformas. Os casos em que houver algum impedimento serão intermediados pela Caixa Econômica Federal.