Transtorno alimentar restritivo evitativo: conheça sintomas, causas e tratamentos do TARE

30 de Set de 2026 - 01:40
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Transtorno alimentar restritivo evitativo: conheça sintomas, causas e tratamentos do TARE

O transtorno alimentar restritivo/evitativo, também conhecido pela sigla TARE, é uma condição que limita a variedade ou a quantidade de alimentos consumidos por um indivíduo. Diferentemente de outros transtornos alimentares, porém, a recusa em comer não está relacionada ao medo de ganhar peso ou a inseguranças envolvendo a autoimagem.

O quadro, na verdade, é motivado por outros fatores, como a falta de interesse pela comida ou pelo ato de comer, a sensibilidade sensorial ou o medo de consequências aversivas. Nos dois últimos casos, pode ser que ocorram, respectivamente, reações negativas ao sabor, à textura e ao cheiro dos alimentos, assim como o medo de engasgar ou vomitar.

É mais comum que o TARE se desenvolva durante a infância, embora também possa persistir na idade adulta ou surgir em qualquer fase da vida. Em crianças, o quadro pode até se assemelhar à alimentação seletiva. O TARE, contudo, envolve uma restrição alimentar mais expressiva, que pode desencadear riscos sérios à saúde.

Problemas incluem perda significativa de peso, deficiências nutricionais, dificuldades para participar de se engajar em atividades sociais e estabelecer relacionamentos, além de prejuízos relacionados ao crescimento.

A seguir, conheça as possíveis causas, os principais sintomas e os tratamentos para o TARE.

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Possíveis causas e sintomas

A causa exata do transtorno alimentar restritivo/evitativo ainda é desconhecida. Há indícios de que a condição esteja relacionada a uma combinação de fatores genéticos, psicológicos e sociais, como ansiedade, medo, influências ambientais e traumas.

Entre os principais sintomas estão a perda significativa de peso, constipação, dor abdominal, cólicas, maior intolerância ao frio, desmaios ou tonturas e fraqueza muscular.

E, além dos sinais físicos, também podem ocorrer mudanças comportamentais que merecem atenção: sentir-se satisfeito antes das refeições, ter pouco ou nenhum apetite, limitar a quantidade de comida ingerida, consumir apenas alimentos com determinadas texturas ou sabores e ter medo de engasgar durante as refeições são algumas delas.

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Diagnóstico e tratamento

A formalização do diagnóstico do TARE é relativamente recente. A condição foi incluída somente na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), publicada em 2013. Para identificá-lo, são considerados critérios clínicos e os impactos da condição na saúde do paciente.

Um dos pontos importantes para o diagnóstico é confirmar que a restrição alimentar não ocorre em razão de uma autoimagem corporal distorcida, além de descartar outras causas externas ou condições médicas subjacentes.

De maneira geral, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é apontada como uma das abordagens mais eficientes para pacientes com TARE. A técnica ajuda o indivíduo a reconhecer pensamentos e comportamentos nocivos, reduzir a ansiedade relacionada à alimentação e lidar com desafios sensoriais envolvendo as comidas.

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O tratamento também pode incluir a exposição guiada a certos alimentos, a fim de modificar gradualmente a relação com a comida.

Em casos de grave desnutrição ou de incapacidade de ingerir nutrientes suficientes por via oral, pode ser necessário o uso de suplementos e, quando indicado, de medicamentos, sempre sob orientação profissional.

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