TREs definem neste sábado as urnas que serão auditadas no 1º turno; entenda

3 de Out de 2026 - 03:10
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TREs definem neste sábado as urnas que serão auditadas no 1º turno; entenda

Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) definem neste sábado (3), véspera do primeiro turno, quais urnas eletrônicas passarão por auditoria nas eleições de 2026. Os equipamentos escolhidos para o Teste de Integridade serão retirados das seções para as quais estavam destinados e levados a locais de teste, onde serão auditados no domingo (4).

O teste verifica, por amostragem, se a urna registra e contabiliza corretamente os votos digitados. A auditoria é pública e pode ser acompanhada por partidos, federações, coligações, entidades fiscalizadoras, imprensa e cidadãos.

O procedimento é uma votação simulada. Antes do pleito, voluntários e representantes de partidos preenchem cédulas de papel com votos em candidatos que disputam a eleição. As cédulas ficam guardadas em urnas de lona lacradas. No domingo (4), esses votos são digitados, um a um, nas urnas selecionadas.

Ao final, a contagem do papel é comparada com o resultado eletrônico. Como os auditores sabem previamente quais votos foram inseridos, podem verificar se o resultado da urna corresponde exatamente ao que foi digitado. Os votos da simulação não entram na apuração oficial.

O que acontece no sábado

Em cerimônias públicas neste sábado, os TREs definem as seções que participarão da auditoria e fazem o sorteio previsto nas normas da Justiça Eleitoral.

As urnas escolhidas para o Teste de Integridade já estavam preparadas e lacradas para uso normal na eleição. Elas são recolhidas e levadas, sob escolta, aos locais de auditoria, abertos ao público e equipados com câmeras. As seções de origem recebem urnas de contingência, para que os eleitores votem normalmente.

Ainda no sábado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, participa, às 12h, da cerimônia de verificação da integridade e da autenticidade dos sistemas eleitorais instalados no tribunal. Na ocasião, será conferido se os programas responsáveis por receber, processar e totalizar os resultados enviados pelas urnas correspondem às versões previamente assinadas digitalmente e lacradas pela Justiça Eleitoral.

Também será emitida a zerésima, relatório que demonstra que o sistema de totalização começa a eleição sem votos computados.

O que acontece no domingo

O Teste de Integridade acompanha o horário da votação oficial. Antes do início, é emitida a zerésima, relatório que atesta que não há votos previamente registrados na urna. A partir das 8h, as cédulas são retiradas das urnas de lona e os votos são digitados nos equipamentos selecionados. Todo o procedimento é gravado em áudio e vídeo.

Às 17h, no encerramento da votação, cada urna emite o Boletim de Urna, com o total de votos registrados, que é comparado com a contagem das cédulas de papel. Os números devem coincidir. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, o teste é realizado desde 2002 e nunca registrou divergência entre o que foi inserido e o resultado da urna.

A Justiça Eleitoral também fará o Teste de Integridade com Biometria, modalidade adotada desde 2022. Eleitores que já votaram na eleição oficial e aceitarem atuar como voluntários usam a impressão digital para habilitar a urna em teste. A biometria não é usada para reproduzir ou identificar o voto dado pelo eleitor na eleição oficial.

TCU acompanha os testes

Neste ano, o TCU (Tribunal de Contas da União) acompanhará as etapas nas 27 unidades da Federação, para fiscalizar se os TREs cumprem os procedimentos definidos pela Justiça Eleitoral, tanto nos testes tradicionais quanto na modalidade com biometria.

O acompanhamento começa no sábado, com a definição das seções, e segue no domingo, da emissão da zerésima ao encerramento dos trabalhos. A fiscalização integra acordo de cooperação entre TCU e TSE e funciona como auditoria externa complementar. As informações serão reunidas em relatório a ser enviado ao TSE. Os relatórios de cada TRE e o consolidado serão publicados no site da Justiça Eleitoral até 30 dias após o segundo turno.

Na sexta-feira (2), Nunes Marques disse à CNN que 100% das urnas já estavam preparadas e sendo enviadas aos locais de votação em todo o país.

O presidente do TSE voltou a defender o sistema eletrônico e afirmou que as urnas são “íntegras, auditáveis e transparentes”. Segundo ele, a Justiça Eleitoral tem adotado medidas para ampliar a transparência e informar a população sobre o funcionamento das eleições.