Bloober Team, estúdio por trás do remake de Silent Hill, quer continuar lançando mídia física "pelo maior tempo possível"

19 de Out de 2026 - 10:40
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Bloober Team, estúdio por trás do remake de Silent Hill, quer continuar lançando mídia física "pelo maior tempo possível"

A Bloober Team, desenvolvedora de Silent Hill, quer produzir versões físicas de seus jogos "pelo maior tempo possível".

O CEO do estúdio, Piotr Babieno, falou abertamente sobre a valorização da empresa por mídias físicas e itens colecionáveis ​​durante uma entrevista ao . Ele iniciou sua reflexão abordando como o cenário dos jogos e os desejos dos jogadores mudaram com o avanço da tecnologia ao longo dos anos, explicando que "chegamos a um ponto em que não há muito mais o que fazer" em termos de fidelidade visual e sonora.

“Tipo, OK, o jogo pode ter uma resolução um pouco mais alta e talvez uma iluminação melhor e tudo mais, mas isso o tornará um jogo mais envolvente? Acho que não”, disse Babieno.

O CEO do estúdio responsável pelo remake de — e pelo , que está em desenvolvimento — comentou que as estatísticas mostram que "a maioria dos jogadores utiliza hardware com cinco, sete anos de idade, ou até mais antigo". Ele acrescentou: "Mas será que, por causa disso, eles têm menos interesse em jogos? Acredito que não".

À medida que a IA molda um futuro novo e controverso na indústria de jogos, o executivo da Bloober parece estar mais interessado em "pensar em outros sentidos". É essa mentalidade que a equipe trouxe para seu novo jogo de terror em 2,5D, exclusivo para o Nintendo Switch 2: Onyx: The Dark Group. Para essa experiência — desenvolvida pela Broken Mirror Games, subsidiária da Bloober —, o foco passou a ser "colocar o terror de volta em suas mãos".

"Como seres humanos, temos outros quatro sentidos; a IA pode oferecer algo para o que você vê e para o que você ouve, mas por que não para o tato?", disse Babieno. "Acredito que o elemento físico nos jogos sempre, sempre estará presente."

Quando a conversa passou para o tema dos jogos físicos — um assunto que se tornou bastante polêmico após a, bem como a estratégia da —, Babieno admitiu que entende por que alguns começam a preferir os lançamentos digitais. Afinal, como ele mesmo disse: "a distribuição digital é muito mais fácil, muito mais barata e será mais lucrativa para todos".

Para Babieno, é difícil não pensar em como o colecionismo de jogos o afetou, pessoalmente, ao olhar para o futuro.

"Colecionar jogos também criou uma conexão emocional entre o jogo e eu, entre o estúdio que produziu o jogo e eu", disse ele. "Esse pequeno toque emocional é tão importante que, acredito, de certa forma, perderíamos a oportunidade de nos aproximar dos nossos fãs [sem ele]. Portanto, se pudermos produzir uma versão física dos nossos jogos para o varejo, gostaríamos de continuar fazendo isso pelo maior tempo possível."

Também durante a entrevista, o diretor executivo da Broken Mirror, Tymon Smektala — que deixou a Techland, desenvolvedora de Dying Light, para integrar a Bloober no início deste ano —, afirmou que ele e Babieno compartilham o gosto por colecionar jogos.

"Tipo, se eu pudesse tirar o desfoque da minha tela, vocês veriam um monte de coisas atrás de mim — e tem muita coisa que nem aparece na câmera. É assim que os jogos são para nós", disse ele durante a entrevista em vídeo. "Esse é o universo dos jogos que eu conheço e é o que eu espero dele. E, enquanto for possível — e enquanto os grandes tomadores de decisão permitirem que tenhamos isso —, então, é claro que eu vou querer continuar participando."

O remake de Silent Hill 2, desenvolvido pela Bloober, foi lançado inicialmente para PC e PlayStation 5 em 2024, contando, na ocasião, com suporte para mídia física. Manter essa possibilidade para jogos futuros se tornará, oficialmente, mais complicado quando a Sony encerrar o suporte a discos no PlayStation, em 2028. O remake de Silent Hill 1 foi anunciado em junho do ano passado e, até o momento, não possui data de lançamento. Não está claro se ele chegará ao mercado antes que a Sony encerre o suporte a esse formato.

Traduzido por: Bárbara Castro
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