Fazenda detalha como a Polymarket burla bloqueios no Brasil
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA) disse à Advocacia-Geral da União (AGU) que a Polymarket burla os bloqueios impostos pelo Brasil fazendo uso do X e de influenciadores digitais. A informação foi enviada na terça-feira (22/9) e produzida a partir de uma demanda do TSE encaminhada à AGU.
Além do uso X, que não integra o Conselho Digital do Brasil, por meio do qual a Fazenda solicita a retirada de conteúdos irregulares em outras redes, a Polymarket faz uso de perfis secundários e de VPNs.

Na nota informativa, o governo informou à AGU que pode punir influenciadores que estão divulgando a plataforma de apostas Polymarket.
O perfil da Polymarket voltado ao mercado brasileiro no Instagram saiu do ar, na quarta-feira (23/9), após medidas tomadas pelo governo Lula (PT). A atuação foi feita principalmente por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, que viu irregularidades em relação ao tema.
O caso da Polymarket estava sendo analisado pelo governo Lula após uma postagem da empresa que mostrava as apostas acerca da corrida presidencial brasileira, mostrando Flávio Bolsonaro (PL) à frente entre os participantes da plataforma.
Na nota informativa, a SPA afirma que a Polymarket é um mercado de previsão não regulamentado e que, em 24 de abril de 2026, determinou o bloqueio da plataforma e de outros 26 domínios por operarem apostas sem autorização do Ministério da Fazenda.
Um levantamento realizado entre maio e agosto de 2026, com 656 publicações da Polymarket no Instagram, apontou que política era o principal tema de engajamento da marca.
Foram identificadas parcerias com mais de 15 perfis de grande alcance, que, segundo a nota, somavam dezenas de milhões de seguidores. O documento afirma que nenhuma das publicações analisadas apresentava a sinalização obrigatória de conteúdo publicitário.
