Joguei Final Fantasy 7 Revelation e Final Fantasy Resonance na TGS 2026 e saí querendo jogar mais
A Tokyo Game Show 2026 está sendo uma oportunidade absurda para colocar as mãos em alguns dos jogos mais aguardados dos próximos anos e, entre eles, estão dois novos capítulos do universo de Final Fantasy.
Durante o evento, tive a oportunidade de jogar cerca de 20 minutos de Final Fantasy 7 Revelation, o terceiro e último capítulo da trilogia iniciada com Final Fantasy 7 Remake e continuada em Final Fantasy 7 Rebirth. Também pude testar Final Fantasy Resonance, outro RPG da Square Enix que aposta em uma proposta completamente diferente, mas que me surpreendeu bastante pelo visual.
Final Fantasy 7 Revelation aposta ainda mais no combate
A demo de Final Fantasy 7 Revelation disponível na TGS coloca o jogador em uma parte da história ambientada no Whirlwind Maze, o Labirinto do Tornado. É uma demonstração bem focada no combate e serve principalmente para apresentar algumas das novidades do terceiro jogo.
O grupo conta com oito personagens, incluindo Cloud, Vincent e Cid. E aqui está uma das grandes novidades: Vincent e Cid finalmente podem ser controlados pelo jogador. Os dois já haviam aparecido em Final Fantasy 7 REBIRTH, mas não eram personagens jogáveis.
Eu passei boa parte da minha sessão controlando o Cloud, mas pude alternar entre os personagens durante os combates. E dá para perceber rapidamente que a ideia da Square Enix é fazer com que cada integrante da equipe tenha uma identidade muito própria na batalha.
Vincent, por exemplo, é completamente diferente do Cloud. Ele utiliza armas de fogo para atacar de longe, mas também pode liberar o poder da Galian Beast e partir para o combate corpo a corpo. A transformação não possui um limite fixo de tempo, mas o nível de Chaos aumenta enquanto Vincent permanece nessa forma, reduzindo seu HP máximo.
Já Cid luta com sua lança e tem um estilo muito mais voltado para ataques aéreos, com golpes que podem ser encadeados para criar combinações diferentes.
O novo sistema FITS
Outra novidade importante é o FITS (Function-Integrated Tactical Suitwear), um novo sistema que permite modificar a função dos personagens durante o combate.
Eu não consegui explorar essa mecânica a fundo durante os meus 20 minutos de gameplay, mas, segundo a própria Square Enix, existem quatro tipos diferentes de FITS: Warrior, Knight, Black Mage e Summoner. Cada um deles altera as habilidades e a função do personagem durante as batalhas e o sistema não é exclusivo de Cloud, podendo ser utilizado pelos diferentes membros da equipe.
Na demo da TGS, por exemplo, o Cloud começa equipado com o Summoner FITS. De acordo com a Square Enix, ele pode ser usado para invocar criaturas como Ifrit, Shiva e Titan, que lutam ao lado do grupo durante um período limitado.
E como foi jogar Final Fantasy 7 Revelation?
Eu confesso que saí da demo querendo jogar mais.
Como a demo foi curta e bastante focada no combate, não deu para ter uma visão completa de tudo o que Revelation pretende oferecer. O jogo completo, afinal, promete um mundo aberto gigantesco, exploração com a Highwind, novas possibilidades de movimentação e troca dinâmica de personagens, como comentei anteriormente.
Mas, dentro do que a demo apresentou, fiquei alucinada com o combate. Os personagens têm estilos bem diferentes entre si, as batalhas são visualmente muito intensas e satisfatórias.
Final Fantasy Resonance me conquistou pelo visual
Se Revelation me deixou empolgada pelo combate, Resonance foi o jogo que me fez parar para tela e pensar “QUE COISA MAIS LINDA!”. Também tive cerca de 20 minutos para experimentar o jogo e, sinceramente, foi uma das experiências que mais me chamou atenção pela direção artística.
O jogo aposta no estilo HD-2D, misturando pixel art com elementos tridimensionais para criar um visual que parece familiar para quem cresceu jogando os clássicos, mas ao mesmo tempo é extremamente moderno.
E isso fica ainda mais evidente nas cutscenes.
A Square Enix explica que as cenas cinematográficas utilizam modelos 3D que passam por um processo para serem apresentados dentro da estética pixelada do jogo. O resultado é muito bonito e cria uma identidade visual que funciona muito bem. Na prática, achei o jogo muito bonito e, principalmente, muito divertido.
Um combate clássico, mas com algumas ideias novas
Final Fantasy Resonance também resgata o combate por turnos, mas adiciona algumas mecânicas para deixar as batalhas mais dinâmicas.
Existe uma linha do tempo que mostra a ordem das próximas ações dos personagens e inimigos, permitindo que você consiga planejar melhor cada movimento.
Segundo a própria Square Enix, o jogo também conta com o Stagger Gauge, que deixa os inimigos vulneráveis, e as Visions, essências cristalizadas de personagens que permitem usar suas habilidades, incluindo figuras clássicas de outros jogos da franquia.
Também existem as Resonances, ataques especiais ligados às Visions, e os Espers, que funcionam como invocações e permanecem em campo durante três turnos. Eu não consegui explorar todas essas mecânicas durante os meus minutinhos de gameplay, mas elas mostram a variedade que Resonance promete trazer para o combate.
Dois Final Fantasy bem diferentes
Depois de jogar os dois, o que mais me chamou atenção foi justamente o contraste. Enquanto Revelation é grandioso, cinematográfico e focado em um combate de ação cada vez mais elaborado, Resonance aposta na nostalgia dos RPGs clássicos e transforma a pixel art em algo muito mais moderno.
E, pelo que consegui experimentar na Tokyo Game Show, os dois conseguiram me deixar com vontade de jogar mais.
Agora é esperar para descobrir se essas primeiras boas impressões vão se confirmar nos jogos completos.
Final Fantasy Resonance chega ao PlayStation 5 em 22 de outubro de 2026, enquanto Final Fantasy 7 Revelation será lançado em 8 de abril de 2027.