Proposta de enteado de Leila Pereira vence leilão por SAF do Vasco

25 de Set de 2026 - 18:50
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Proposta de enteado de Leila Pereira vence leilão por SAF do Vasco

(FOLHAPRESS) O empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, venceu nesta sexta-feira (25) o leilão pela SAF do Vasco, realizado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

A proposta de Lamacchia, realizada por meio da empresa Almirante Participações, foi a única apresentada à Justiça carioca. Ela prevê aportes de R$ 500 milhões no clube carioca entre 2026 e 2030, em cinco parcelas de R$ 100 milhões.

Para o negócio ser sacramentado, o negócio ainda precisará ser aprovado pelo Conselho Deliberativo do cruz-maltino e por Assembleia Geral Extraordinária dos sócios da agremiação.

Além disso, também ainda está em curso investigação que apura eventual conflito de interesse na venda da SAF do Vasco para Lamacchia, devido à sua relação com a dirigente do alviverde.

O procedimento foi instaurado no fim de agosto pela Anserf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), agência criada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no início deste ano para aplicar as regras de fair play financeiro no futebol brasileiro.

No âmbito do processo, a agência também proibiu que o Vasco mantenha relações comerciais com o Palmeiras —incluindo a negociação de atletas— e com a Crefisa, patrocinadora do clube paulista controlada por José Roberto Lamacchia, marido da dirigente e pai de Marcos Lamacchia.

Em outubro de 2025, o clube carioca chegou a contrair um empréstimo de R$ 80 milhões junto à Crefisa para fazer frente a compromissos, como pagamentos de salários e junto a fornecedores, em meio ao processo de recuperação judicial em que se encontra desde o começo do ano passado. O Vasco ofereceu como garantia ao empréstimo 20% das ações da SAF, fatia que foi posteriormente reduzida para 10%.

Aprovada pelo clube em 2022, a SAF do cruz-maltino foi vendida no mesmo ano ao grupo de investidores 777 Partners. No ano seguinte, porém, o conglomerado passou a apresentar sérios problemas financeiros, com atrasos nos repasses previstos que culminaram no afastamento da 777 da operação. Desde então, a direção do Vasco, sob a liderança do presidente Pedrinho, vinha em busca de um novo comprador.

De acordo com a Anserf, foram identificados "indícios de que a operação e os arranjos a ela associados poderiam configurar influência cruzada entre clubes que disputam a mesma competição."

"A vedação à multipropriedade e à influência cruzada é uma das regras que sustentam a confiança nas competições: quando dois clubes que se enfrentam podem responder, direta ou indiretamente, à mesma vontade, o resultado em campo deixa de ser a única coisa que importa. Verificar essas situações antes que se consolidem custa menos, para todos, do que desfazê-las depois", assinalou a agência.

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