Qual é o tamanho limite de um cabo USB?
O USB Implementers Forum (USB-IF), grupo da indústria responsável por definir os padrões USB, estabelece comprimentos máximos que variam de cerca de 5 metros a apenas 90 centímetros, dependendo da geração do cabo.
A regra vale para cabos USB-A e USB-C, sem distinção. Como o fórum não é um órgão regulador, fabricantes podem produzir cabos mais longos, mas exceder as especificações tende a comprometer o desempenho da transferência de dados e da entrega de energia.
A lógica por trás desses limites é física. Sinais que percorrem cabos longos sofrem degradação por resistência elétrica, e quanto maior for a distância a ser vencida, maior a perda de sinal pelo caminho. Cabos mais extensos também ficam mais expostos a danos, o que reduz ainda mais as velocidades de transferência.

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Comprimento máximo cai conforme a geração avança
Os cabos USB 1.0 e 2.0 têm máximo recomendado de 5 metros. Na faixa do USB 3.0 ao 3.2, o limite recua para 3 metros. Já os cabos USB 4 são bem mais restritos, com apenas 80 centímetros de comprimento máximo recomendado.
A aparente contradição (gerações mais rápidas com limites menores) decorre das próprias características físicas dos cabos. Quanto maior for a taxa de transferência ou a entrega de energia envolvida, mais perceptível fica qualquer degradação de sinal ao longo do percurso.

O que acontece ao ultrapassar o limite
Um cabo USB longo demais não deixa de funcionar totalmente. O comportamento observado é de desempenho inferior ao de um cabo dentro das especificações: os dados podem trafegar mais lentamente do que o normal, e os dispositivos conectados podem receber menos energia.
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Como estender o alcance de um cabo USB
Reposicionar os dispositivos para evitar a necessidade de cabos mais longos é a alternativa preferível, mas nem sempre viável. Nesses casos, o mercado oferece cabos USB ativos e extensores USB ativos, que trazem componentes integrados para expandir o alcance do sinal.
O problema disso tudo é o de sempre: custo bem mais alto em relação aos cabos padrão, além do consumo extra de energia da porta USB, o que pode gerar incompatibilidade com portas mais antigas.
Outra opção é usar um hub USB alimentado, normalmente encontrado em cabos mais longos modernos. De toda forma, conectar dispositivos em excesso ao mesmo hub tende a deixá-los mais lentos, mas, respeitada a largura de banda da porta USB, não deve haver diferença perceptível de desempenho.

Para finalizar, ressaltamos que hubs alimentados são preferíveis porque os modelos sem alimentação própria dependem exclusivamente da energia fornecida pela porta USB, o que pode ser pouco confiável (e gerar os problemas destacados acima).
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Fonte: Engadget