Alcolumbre sobre 6x1: Última vez que contei voto deu problema na República
O presidente do Senado Federal, (União-AP), evitou estimar quantos votos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 deve receber na sessão desta quarta-feira (14/10). O Senado analisa a proposta, já aprovada pela.
Questionado sobre sua expectativa para a votação, Alcolumbre afirmou que prefere não fazer previsões sobre o placar.
Davi Alcolumbre afirmou que o Senado já tem assinaturas suficientes para analisar o calendário especial da PEC da 6x1
Davi Alcolumbre tem discurso alinhado ao ministro Alexandre de Moraes
Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
“A última vez que fui contar voto deu problema na República”, declarou.
A fala faz referência a um episódio de abril, quando o presidente do Senado Federal antecipou a diferença de votos que resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ocasião, o áudio de uma conversa entre Alcolumbre e o senador Jaques Wagner (PT-BA) foi captado pelo microfone da Mesa Diretora. Minutos antes da divulgação oficial do resultado, Alcolumbre havia previsto uma diferença de oito votos.
Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, resultado que confirmou a previsão do presidente do Senado e impediu sua nomeação para o STF.
PEC da escala 6×1 avança no Senado
O Senado realiza nesta quarta-feira a quinta e última sessão de discussão da PEC que propõe mudanças na jornada de trabalho. Encerrada essa etapa, o texto poderá seguir para votação em plenário.
A expectativa é que a proposta seja submetida às duas sessões de votação previstas para a análise de uma PEC ainda nesta quarta-feira.
Para ser aprovada no Senado, uma proposta de emenda à Constituição precisa receber, em dois turnos, o apoio de pelo menos três quintos dos senadores, o equivalente a 49 dos 81 parlamentares em cada votação.