Bose compra a Skullcandy e amplia sua presença no mercado de fones de ouvido
A Bose anunciou a compra da Skullcandy, marca de fones de ouvido conhecida pelos graves fortes, pelas cores chamativas e pelo público de skate, surfe e snowboard. O valor não foi divulgado.
Com a aquisição, a Skullcandy continua como marca separada, dentro da divisão de áudio premium de consumo da Bose, e segue sediada em Park City, no estado de Utah, onde foi fundada em 2003.
Com isso, a Bose formaliza uma parceria que já durava um ano e meio. Desde abril de 2025 a Skullcandy vende fones com o selo Sound by Bose, começando pelo Method 360 ANC e chegando, em julho deste ano, ao Crusher 1080 ANC, que levou o cancelamento de ruído e o áudio espacial com rastreamento de cabeça da Bose para um fone de US$ 300.
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Por que a Bose comprou a Skullcandy?
Sobre o motivo, o comunicado é claro, pois a Skullcandy tem relações antigas com atletas e comunidades de esportes de prancha, música, games e fitness, e isso abre “novas formas de a Bose se conectar com consumidores onde ela tem menos presença hoje”.
O fone da Bose é o do viajante de negócios; o da Skullcandy é o do adolescente na pista de skate, e a dona do QuietComfort quer os dois.

Foto: Divulgação/Skullcandy
“Como empresa de capital fechado, temos liberdade para fazer apostas ousadas de longo prazo.” Lila Snyder, CEO da Bose, no comunicado da aquisição
Snyder disse que a Bose expande seu alcance “não só com produtos Bose, mas com parcerias de tecnologia e um portfólio crescente de marcas”.
Brian Garofalow, CEO da Skullcandy, chamou o negócio de “uma vitória para a Skullcandy e para os nossos fãs” e lembrou que a marca “nasceu num teleférico em Park City, há mais de 20 anos”. A vendedora é a gestora Mill Road Capital, que tirou a Skullcandy da bolsa em 2016.
A terceira aquisição da Bose em dois anos
Desde 2024 a Bose vem montando um grupo de marcas. Naquele ano comprou a McIntosh, de amplificadores de alto padrão, e com ela a italiana Sonus faber, de caixas acústicas.
Neste ano adquiriu a StreamUnlimited, de software de streaming para áudio, e a Firelight Technologies, dona do FMOD, motor de som usado em jogos. Em junho criou um estúdio de conteúdo próprio e um selo de música, a Bose Records.

A Skullcandy preenche a ponta de baixo da tabela de preços. Enquanto o QuietComfort Ultra custa acima de US$ 400, os fones da Skullcandy ficam entre US$ 100 e US$ 300, com a tecnologia de cancelamento de ruído da Bose dentro.
No Brasil, os dois catálogos chegam por importação e pelo varejo, sem fábrica nem distribuição oficial anunciada para a nova fase.
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O que acontece com quem usa fone da Skullcandy?
Por enquanto, nada muda para quem usa fone da Skullcandy, porque os fones à venda continuam os mesmos, o aplicativo Skull-iQ segue no ar e a empresa promete manter “o que torna a Skullcandy especial”.
A diferença deve aparecer nas próximas gerações, que passam a ter acesso direto aos laboratórios da Bose em vez de licenciar tecnologia por contrato.

A compra também redesenha o mapa do setor. Com Sony, Apple, Samsung e Bose concentrando as marcas de cima, e JBL e Anker dominando a faixa barata, a Skullcandy era uma das últimas independentes de porte no meio da tabela.
Agora pertence a quem já fazia o seu cancelamento de ruído. E você, prefere o logo da caveira ou o da Bose na haste do fone?
Fonte(s): Bose (comunicado), Bose (comunicado em PDF) e The Verge