Brasileirão amadurece, uso de jovens cai e finalizadores evidenciam mudança

Brasileirão amadurece, uso de jovens cai e finalizadores evidenciam mudança O Campeonato Brasileiro está amadurecendo. Nos últimos cinco anos, a quantidade de minutos em campo de jogadores entre 21 e 23 anos foi a que mais diminuiu: de 17% para 11%. Os sub-20 se mantiveram em 6%. Então, quem ocupa o espaço dos jovens no Brasileirão? A presença por minuto de jogadores de 27 a 29 anos aumentou 19% para 28% em quatro anos. Percentual por minuto em campo de cada faixa etária no Brasileirão Das seis faixas etárias analisadas pelo Gato Mestre desde 2022, metade delas oscilou pouco. Há pouca variação na minutagem de jogadores abaixo dos 20 e acima dos 30. A mudança está nos atletas de 21 a 29 anos. Em 2022, os jogadores de 24 a 26 anos eram maioria nos minutos em campo no Brasileirão. Eles representavam 24%. Agora, são 21%. Não é uma queda brusca, mas a importância desse dado está em quem passou do segundo para o primeiro lugar: justamente os jogadores de 27 a 29 anos. + Apenas dois clubes da Série A já atingem meta de sub-23 prevista para 2027 Canobbio, de 27 anos, comemora gol do Fluminense contra o Athletico Robson Mafra/AGIF + Tempo de bola em jogo, minuto fora e lei Vini Jr: veja o balanço das novas regras no Brasileirão Finalizações evidenciam mudança Outro dado que mostra o aumento da participação dos jogadores mais velhos é a média de idade dos finalizadores. O economista Bruno Imaizumi, que também calcula as chances do Brasileirão no ge, elaborou o gráfico abaixo com base nas idades de todos os finalizadores desde 2013. Nele é possível perceber que já havia uma tendência de crescimento que só caiu em 2020, ano da pandemia. Levou quatro anos para a tendência de alta ser retomada, em 2024. No Brasileirão de 2026, a média de idade dos atletas que fizeram finalizações foi de 27,4 anos, a maior do período analisado. + Veja as matérias do Gato Mestre, a área de dados do ge! *Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.