Marçal orienta influenciadores pró-Flávio a trocar críticas a Lula por discurso de renovação
O empresário Pablo Marçal (PRTB) orientou os influenciadores que atuam em prol da eleição de Flávio Bolsonaro (PL) a não focarem em críticas ao presidente Lula (PT) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a construir a comunicação em torno da ideia de encerramento de um ciclo político.
A orientação ocorreu nesta terça-feira (20), durante um encontro com cerca de 300 influenciadores. Para Marçal, Lula não teria percebido que já teria chegado ao fim a sua trajetória pública.
"A laranja, depois que você vai chupando e ela dá tudo que ela tem, ela dá o suco, tem o bagaço. E o Lula já passou essa página. Eu quero que você entenda que tudo tem um fim, e o Lula não percebeu isso [...] É hora de atacar um cara que serviu a nação por mais de 20 anos? Não, é hora de ser honesto", afirmou.
Para o empresário, seria "anti estratégico" acumular críticas aos opositores, porque o PT "vende uma ideia pela esperança ou pelo prazer".
Empresário defende admitir feitos de Lula
Marçal, por sua vez, afirmou que seria sim necessário justiça social e distribuição de renda. Com isso, argumentou que o público deveria respeitar visões nesse sentido.
"Não é possível que metade do país está certa e a outra metade está errada, a gente tem que respeitar. Agora, tem uma semente nova. Essa semente é um governo novo, é alguém novo e alguém que vai fazer a diferença", avaliou.
Durante a fala, o empresário ainda trouxe dados do histórico de Lula para reforçar que o tom dos influenciadores presentes não deveria ser de enfrentamento, mas de superação do modelo petista.
"Falar mal de um cara que deu a vida dele tirando as pessoas da miséria, ajudando pessoas a formar em uma universidade. Ele foi o presidente que mais abriu universidades no Brasil. Quem tinha doutorado antes dele era o Fernando Henrique: abriu uma universidade federal. O cara que mais abriu universidade no Brasil foi o Lula. Não precisa falar mal dele, mas a gente tem que admitir", concluiu.
O evento contou também com a participação do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Relator do projeto que se converteu na lei antifacção, ele defendeu que a segurança pública é uma das bandeiras prioritárias para angariar votos à direita.