Vereador do PL culpa Lula por fechamento da Gerdau e da Cisam em MG
Belo Horizonte — O vereador de Belo Horizonte Vile Santos (PL) culpou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela crise no setor siderúrgico de Minas Gerais, após a Companhia Siderúrgica de Pará de Minas (Cisam) anunciar a suspensão da produção de aço por tempo indeterminado e a demissão de 70 funcionários. A decisão ocorre dois dias depois do anúncio do encerramento da produção de aço da Gerdau em Divinópolis.Em publicação nas redes sociais, o parlamentar criticou a política econômica do governo federal e lamentou a perda de empregos no estado. “Enquanto o governo Lula insiste em sua política econômica desastrosa, Minas Gerais perde empregos e famílias perdem seu sustento”, escreveu. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Vile Santos (@vilesantosdm) Leia também Minas GeraisApós Gerdau, Cisam fecha fábrica de aço e demite 70 funcionários em MG Minas GeraisSindicato negocia manutenção de parte da produção da Gerdau em Divinópolis Minas GeraisPrefeita se encontra com Cleitinho em busca de alternativas para a Gerdau Minas GeraisGerdau fecha acordo de R$ 19,6 milhões por horas extras de funcionários O vereador também afirmou que “o Brasil não aguenta mais pagar a conta desse governo”.Ao anunciar a decisão em nota, a Cisam atribuiu as demissões ao cenário atual do mercado e a dificuldades no fornecimento de gusa, matéria-prima utilizada na fabricação do aço.Crise no setor siderúrgicoO anúncio da Cisam ocorreu apenas dois dias depois de a Gerdau comunicar o encerramento da produção de aço em sua unidade de Divinópolis, também no Centro-Oeste mineiro.No caso da Gerdau, a decisão foi atribuída à perda de competitividade provocada pelos custos do minério de ferro e pelo avanço do aço importado.Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis, das 400 demissões inicialmente previstas, 280 já foram concretizadas, enquanto outros 120 trabalhadores receberam propostas de transferência para unidades da empresa em outras cidades.Representantes políticos e sindicais articulam alternativas para tentar preservar parte das atividades e dos empregos na região.