Ações da Americanas sobem após fim da recuperação judicial; Veja o histórico dos papéis

21 de Out de 2026 - 12:00
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Ações da Americanas sobem após fim da recuperação judicial; Veja o histórico dos papéis

As ações da Americanas (AMER3) fecharam em alta de 15,58% nesta terça-feira (20), quando ocorreu o primeiro pregão completo após o encerramento do processo de recuperação judicial. Os papéis terminaram cotados a R$ 6,90.

O mercado viu a decisão ocorrer durante o pregão do dia anterior. As ações fecharam em R$ 5,97, com uma alta de 6,99% no dia. As variações, porém, já foram mais dramáticas em outros momentos do histórico da crise.

Primeiros passos

As Lojas Americanas nasceram no Brasil em 1929, com a abertura de uma primeira unidade em Niterói (RJ). Onze anos depois, em 1940, a companhia abriu o capital e passou a ter ações negociadas na Bolsa. Na época, foram admitidos à negociação 10 mil papéis, com valor nominal de um conto de réis cada. Logo após o Brasil passar a usar o Real, as ações passaram a ser cotadas a R$ 26 por mil.

Décadas depois, a estrutura societária começou a mudar. Em julho de 2021, a B2W incorporou parte dos ativos operacionais da Lojas Americanas e passou a se chamar Americanas S.A. O antigo código BTOW3 foi substituído por AMER3. Na estreia sob o novo ticker, em 19 de julho, as ações fecharam a R$ 61,92, queda de 8,94%.

As antigas LAME3 e LAME4, porém, continuaram sendo negociadas até janeiro de 2022. Foi apenas naquele momento que a Lojas Americanas foi incorporada pela Americanas S.A. e os dois códigos deixaram definitivamente a Bolsa.

Recorde na pandemia e queda após revelações

A máxima histórica ocorreu em julho de 2021, quando a pandemia colocou em evidência o e-commerce. No pregão do dia 19, o ticker AMER3 chegou a R$ 61,92

Já a mínima histórica veio no segundo semestre de 2024, durante a recuperação judicial. Em 26 de agosto, as ações fecharam a R$ 0,05, queda de 16,66% no pregão. Naquele momento, a companhia realizou um grupamento de 100 para 1: a cada 100 papéis antigos, o investidor passou a ter uma ação, fazendo a cotação de referência subir mecanicamente de R$ 0,05 para R$ 5. No pregão seguinte, já com os papéis agrupados, as ações avançaram 40% e fecharam a R$ 7.

Mesmo assim, a percepção ainda não era a mesma desde que foram divulgadas possíveis inconsistências contábeis, em janeiro de 2023. Antes disso, as ações valiam R$ 12. No dia seguinte, em 12 de janeiro, despencaram 77,33%, atingindo R$ 2,72.

Recuperação judicial e operação da PF

O pedido de recuperação chegou e foi aceito pela Justiça uma semana depois. Durante o dia, o mercado reagiu negativamente em meio à revelação de dívidas de cerca de R$ 43 bilhões. Os papéis fecharam em R$ 1, caindo 42,53% no pregão.

Em junho de 2024, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Disclosure para investigar as suspeitas de fraude contábil. Foram expedidos mandados de prisão preventiva contra o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Saicali. Apesar da gravidade das medidas, a reação na Bolsa foi pequena: AMER3 oscilou cerca de 2,5% para cada lado e terminou estável, a R$ 0,40.

No dia 25 de março de 2026, a companhia pediu o encerramento do processo de recuperação judicial. O pregão do dia seguinte terminou com uma valorização de 12,62% nos papéis, cotados a R$ 5,80. Nos dez primeiros minutos do pregão desta quarta-feira (21), já com o encerramento consolidado, o valor chegou a R$ 7,10.