Defesa de Bolsonaro pede que Moraes libere visita de Flávio

5 de Out de 2026 - 17:20
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Defesa de Bolsonaro pede que Moraes libere visita de Flávio

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira (5) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes restabeleça as visitas ao ex-presidente ou autorize um único encontro de caráter exclusivamente familiar do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que está proibido de ver o pai desde 13 de julho.

No dia 17 de julho, o ministro estendeu a decisão e proibiu Bolsonaro de receber "visitas com finalidade político-eleitoral" até o término das eleições de 2026, bem como a "divulgação de manifestos políticos eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado".

A suspensão específica das visitas de Flávio está prevista para acabar em 11 de outubro de 2026. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária e está submetido a diversas medidas cautelares, como a proibição de manifestação nas redes sociais, inclusive, por intermédio de terceiros. A proibição ocorreu após o senador divulgar uma carta do pai nas redes sociais. 

Segundo os advogados, decorreu um período significativo desde a fixação das medidas sem a ocorrência de episódios que justificassem a manutenção de limitações à convivência do ex-presidente com familiares e pessoas de seu círculo pessoal.

A petição sustenta que não há mais necessidade de manter o regime restritivo, defendendo o retorno das visitas nos moldes ordinários fixados por Moraes. A defesa ressalta ainda que a retomada das visitas ocorreria com a estrita observância das condições de fiscalização, segurança e demais cautelares vigentes.

Caso o pedido principal de restabelecimento geral não seja acolhido, a defesa solicitou autorização para que Flávio possa encontrar o pai. O senador vai disputar o segundo turno da eleição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O resultado do primeiro turno, realizado neste domingo (4), mostrou que Flávio ficou à frente, com 47,03% (56.104.503 votos), enquanto o petista teve 45,16% (53.879.538 votos).