Reviews do iPhone Duo destacam acabamento da Apple, mas apontam velhos problemas dos dobráveis

21 de Out de 2026 - 17:10
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Reviews do iPhone Duo destacam acabamento da Apple, mas apontam velhos problemas dos dobráveis

Saíram nesta quarta-feira (21) as primeiras análises do iPhone Duo no exterior, dias antes de as entregas começarem, e elas convergem num ponto.

O primeiro dobrável da Apple tem a dobradiça, a tela interna e o acabamento mais bem resolvidos da categoria, mas repete os tropeços que os Android dobráveis arrastam há anos, como aplicativos mal adaptados, aquecimento, peso e uma tela externa que pede para ser aberta o tempo todo.

A The Verge resumiu o aparelho como “uma experiência bagunçada, cara e boa”, recomendada a entusiastas. O 9to5Mac saiu “convencido de que esse formato é o futuro do iPhone”.

Joanna Stern, do Wall Street Journal, dobrou o Duo mais de 32 mil vezes sem falha e o apelidou de “aquecedor de mão”.

O que os reviews do iPhone Duo elogiam?

Há consenso sobre a tela interna de 7,6 polegadas, a camada nanotexturizada fosca difunde a luz e deixa o vinco “quase nunca” visível, segundo Chance Miller, do 9to5Mac, que diz ser mais fácil senti-lo com o dedo do que vê-lo.

A The Verge concorda que o vinco some na maior parte do tempo, mas aparece em fundos brancos fora do eixo e fica mais evidente em fotos do que a olho nu.

David Imel, que testou o aparelho por uma semana, elogiou a bateria de 4.883 mAh. Foto: David Imel/X

“O iPhone Duo é o produto mais arriscado da Apple em anos.” Nilay Patel e Allison Johnson, na análise do The Verge

A dobradiça, com mais de 100 componentes e torque variável, foi aprovada por todos, inclusive no teste de resistência de Stern. Fechado, o Duo tem 11,3 mm e 254 gramas, 5 gramas a mais que o iPhone 18 Pro Max.

Aberto, fica com 5,2 mm, mais fino que o iPhone Air. O 9to5Mac achou o formato de passaporte mais confortável de carregar do que o 18 Pro Max, por ser 45,6 mm mais curto.

Em alguns testes, a bateria surpreendeu. David Imel, que publicou suas impressões no X, disse ficar “chocado” ao ver 90% de carga após algumas horas fora da tomada, com a célula de 4.883 mAh.

Na The Verge, o resultado variou: Nilay Patel precisou recarregar uma vez por dia, como num iPhone Pro comum, e Allison Johnson chegou a 30% depois de 6,5 horas de tela ligada.

Os velhos problemas dos dobráveis que o Duo não resolveu

O principal é a tela externa de 5,4 polegadas, com a mesma proporção 1,4:1 da interna.

A Apple diz que ela tem 90% da área do iPhone 18 Pro, mas a The Verge a chama de “um iPhone 5 num mundo de Pro Max” e conclui que a maioria dos donos vai achá-la pequena demais para uso contínuo.

Fechado, o Duo tem 11,3 mm e formato de passaporte; aberto, fica com 5,2 mm. Foto: David Imel/X

No Mensagens, com o teclado aberto, cabem duas ou três mensagens na tela.

Já os aplicativos são o segundo tropeço, e o mesmo dos Android. Michael Fisher, o MrMobile, comparou a situação aos primeiros dias do iPad, com apps esticados ou cercados de barras pretas, e mostrou o Google Maps ocupando só parte da tela e voltando à estaca zero ao girar o aparelho.

A The Verge separou os apps em três grupos: os não atualizados, os adaptados ao iOS 27 sem desenho próprio e os poucos feitos para o Duo, como o Edits, do Instagram, e o Slack.

Na WIRED, a observação é que a correção vem rápido. Em um dia, Instagram, Threads, Slack e o app do Google moveram a navegação para a barra lateral direita.

Só que apps abandonados nunca serão atualizados, e Imel alerta que o redimensionamento da Apple deixa esses casos piores do que um app não otimizado num Android dobrável.

Aquecimento, câmeras e a comparação com o Galaxy Z Fold 8

Calor é outra queixa unânime. Stern o chamou de “aquecedor de mão”, e a Apple respondeu que o comportamento é esperado.

A The Verge viu o aparelho ficar quente com apps de vídeo e do Google e com recursos de câmera que usam as duas telas, como o Duo Preview e o Kid Cue, a ponto de engasgar depois de um tempo, apesar do chip A20 Pro e da câmara de vapor herdada do 18 Pro.

As câmeras ficaram no nível do iPhone Air, pois o sensor principal é menor que o do 18 Pro, não há teleobjetiva, o zoom é de 2x por recorte e 10x digital, e a câmera sob a tela interna tem 4 megapixels. Para a The Verge, o conjunto é aceitável, mas “longe da melhor câmera de iPhone”, num aparelho de US$ 2.000.

Veja as diferenças de ficha técnica entre os aparelhos:

ItemiPhone DuoGalaxy Z Fold 8
Tela interna7,6″, fosca8″, brilhante
Tela externa5,4″, 1,4:1Mais alta e estreita
ResistênciaIP68IP48
BiometriaTouch ID lateralLeitor lateral e facial
MagSafeSimNão
Apps na tela externaFaixa lateral de controlesLargura total
Preço inicial (EUA)US$ 1.999US$ 1.999

Contra o Galaxy Z Fold 8, lançado meses antes, o Duo leva vantagem em acabamento, certificação IP68 contra IP48 e MagSafe, mas perde na tela externa, que no Samsung é mais alta e usa a largura inteira para os apps.

A The Verge resume que o Fold 8 tem “a melhor experiência de tela de capa”, e isso pesa num dobrável.

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Um produto de primeira geração, com data para melhorar

Para fechar, a The Verge lembrou do primeiro MacBook Air, que precisou de um redesenho para virar padrão da indústria, e trata o Duo como um “especial para early adopters”.

O 9to5Google vê a Apple construindo sobre a base que Oppo, Google e Samsung ergueram, só que com um nível de polimento que faltava a elas.

Joga a favor da Apple o ecossistema de desenvolvedores, que já começou a adaptar os apps na semana das análises.

Fonte(s): 9to5Google, The Verge, 9to5Mac, Joanna Stern, no YouTube, MrMobile, no YouTube e David Imel, no X