Uefa envia carta à Fifa com 42 perguntas e questiona de caso Balogun até show no intervalo da Copa
Confederação europeia, que se tornou oposição a Infantino, exige explicações sobre diversos pontos da administração da Fifa
Gianni Infantino, presidente da Fifa, desiste de criar empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo
A Uefa segue alimentando o conflito com a direção da Fifa, que começou logo após vir à tona o desejo do presidente Gianni Infantino de criar uma empresa para vender ações investidores privados. A imprensa inglesa revelou nesta segunda-feira que a confederação europeia enviou uma carta à Fifa exigindo respostas a 42 perguntas sobre a administração da entidade que rege o futebol mundial.
A carta é assinada pelo secretário-geral da Uefa, Theodore Theodoridis, e é endereçada ao secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom. E traz perguntas divididas em tópicos, que incluem questionamentos a supostos conflitos de interesses em decisões tomadas pela Fifa.
"Infantino seria reeleito, agora isso mudou"
Gianni Infantino, presidente da Fifa, está sob pressão ap — Foto: Getty Images
A primeira pergunta da carta é justamente sobre a tentativa de criação da Fifa Forward Enterprise, empresa que seria aberta ao capital privado, dando uma participação nos torneios da Fifa, como a Copa do Mundo. Depois, o documento questiona se a investigação sobre os dirigentes será independente e pergunta sobre a remuneração do presidente Gianni Infantino em 2024, quando teria recebido pagamento além do salário.
Caso Balogun, show do intervalo e prêmio para Trump
A carta também faz perguntas sobre o caso Balogun - atacante dos EUA que teve suspensão revogada em meio à Copa, que tinha o país como uma das sedes - até mesmo sobre o show de 27 minutos no intervalo do Mundial, indicando desrespeito às regras do jogo. E questiona o , com quem Gianni Infantino estabeleceu grande proximidade nos últimos anos.
A Uefa dá um prazo de duas semanas para que a Fifa responda aos questionamentos, que teriam sido levantados por dirigentes europeus na reunião do conselho da Fifa, na semana passada. O documento aponta que as explicações dadas por Infantino na reunião "não abordaram satisfatoriamente uma série de questões".
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: REUTERS/Leah Millis/File Photo
A queda de braço entre a Uefa e a Fifa começou dias depois da Copa do Mundo, quando tornou-se público o através da criação de uma empresa subsidiária. Esta empresa consolidaria as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo.
A Uefa logo se tornou a maior crítica ao projeto, se posicionado de maneira pública e exigindo explicações - e foi acompanhada de outras instituições. , que depois .
Entretanto, o fato de Infantino ter voltado atrás não mudou a postura da Uefa, que tornou-se uma opositora declarada do presidente da Fifa. Assim, a reeleição de Infantino, considerada mais do que provável em meio à Copa do Mundo, ficou ameaçada.
Confederação europeia, que se tornou oposição a Infantino, exige explicações sobre diversos pontos da administração da Fifa
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